Maria Graciete Besse graduated on Romance Philology, at the University of Lisbon, Faculty of Arts, and got her PhD at the University of Poitiers, with a study on the Portuguese author Alves Redol. She is currently full Professor at the University of Paris – Sorbonne, Paris IV, chair of the Portuguese department and adjunct-director of the UFR on « Iberian and Ibero-american Studies ». She founded and directs the seminar on « Lusophone studies» at the CRIMIC (Centre de Recherches Interdisciplinaires sur les Mondes Ibériques et Contemporains), at the Sorbonne.
Main publications:
Cultures Lusophones et Hispanophones: Penser la Relation (org.), Paris: Indigo & Côté Femmes, 2010, 441 p.
Les grands récits: miroirs brisés? Les grands récits à l’épreuve des mondes ibériques et ibéro-américains (org. c/ Michel Ralle), Paris: Indigo & Côté Femmes, 2010, 323 p.
José Saramago e o Alentejo: entre o real e a ficção, Évora: Casa do Sul, 2008, 109 p.
Femmes et écriture dans la Péninsule Ibérique (org. c/ Nadia Mekhouar), Paris: L’Harmattan, 2004, 2 vols, 521 p.
Percursos no feminino, Lisboa: Ed. Ulmeiro, 2001, 254 p.
Os limites da alteridade na ficção de Olga Gonçalves, Porto: Ed. Campo das Letras, 2000, 117 p.
ABSTRACT:
"Reconfigurations of Iberism, between Passion and Utopia" ["Reconfigurações do Iberismo entre paixão e utopia"]
We will try to propose a reflection on Iberism, understood as a dynamic and evolutionary concept in its literary reconfiguration. To that end, we will design a cartography which runs from Antero de Quental to José Saramago, and includes namely Miguel Torga, Natália Correia, Eduardo Lourenço and João de Melo. We will underline the way in which the federalist project, promoted by the 19th-century political and cultural values that looked for solutions for the "decadence of the peninsular peoples", considerably transformed itself throughout the 20th century, converging both on the utopic/distopic allegory of the "stone raft", and on the abridged expression of a fundamental Iberian "strangeness", never ceasing to create interesting discussions.
Intentaremos proponer una reflexión sobre el iberismo, entendido como concepto dinámico y evolutivo en su reconfiguración literaria. Para ello, diseñaremos una cartografía que va de Antero de Quental a José Saramago, pasando en especial por Miguel Torga, Natália Correia, Eduardo Lourenço y João de Melo, para subrayar cómo el proyecto federalista, promovido sobre todo por valores político-culturales del siglo XIX, que buscaban en él una solución para la “decadencia de los pueblos peninsulares”, se transforma considerablemente a lo largo del siglo XX, convergiendo tanto en la alegoría utópica/distópica de la “balsa de piedra”, como en la expresión abreviada de una “extrañeza” ibérica fundamental, no dejando nunca de provocar interesantes polémicas.
Tentaremos propor uma reflexão sobre o Iberismo, entendido como conceito dinâmico e evolutivo na sua reconfiguração literária. Para tal, desenharemos uma cartografia que vai de Antero de Quental a José Saramago, passando nomeadamente por Miguel Torga, Natália Correia, Eduardo Lourenço e João de Melo, de forma a sublinhar como o projecto federalista, promovido sobretudo pelos valores político-culturais do século XIX, que nele procuravam uma solução para a “decadência dos povos peninsulares”, se transforma consideravelmente ao longo do século XX, convergindo tanto na alegoria utópica/distópica da “jangada de pedra”, como na expressão “abreviada de uma estranheza” ibérica fundamental, nunca deixando de provocar interessantes polémicas.
Main publications:
ABSTRACT:
"Reconfigurations of Iberism, between Passion and Utopia"
["Reconfigurações do Iberismo entre paixão e utopia"]
We will try to propose a reflection on Iberism, understood as a dynamic and evolutionary concept in its literary reconfiguration. To that end, we will design a cartography which runs from Antero de Quental to José Saramago, and includes namely Miguel Torga, Natália Correia, Eduardo Lourenço and João de Melo. We will underline the way in which the federalist project, promoted by the 19th-century political and cultural values that looked for solutions for the "decadence of the peninsular peoples", considerably transformed itself throughout the 20th century, converging both on the utopic/distopic allegory of the "stone raft", and on the abridged expression of a fundamental Iberian "strangeness", never ceasing to create interesting discussions.
Intentaremos proponer una reflexión sobre el iberismo, entendido como concepto dinámico y evolutivo en su reconfiguración literaria. Para ello, diseñaremos una cartografía que va de Antero de Quental a José Saramago, pasando en especial por Miguel Torga, Natália Correia, Eduardo Lourenço y João de Melo, para subrayar cómo el proyecto federalista, promovido sobre todo por valores político-culturales del siglo XIX, que buscaban en él una solución para la “decadencia de los pueblos peninsulares”, se transforma considerablemente a lo largo del siglo XX, convergiendo tanto en la alegoría utópica/distópica de la “balsa de piedra”, como en la expresión abreviada de una “extrañeza” ibérica fundamental, no dejando nunca de provocar interesantes polémicas.
Tentaremos propor uma reflexão sobre o Iberismo, entendido como conceito dinâmico e evolutivo na sua reconfiguração literária. Para tal, desenharemos uma cartografia que vai de Antero de Quental a José Saramago, passando nomeadamente por Miguel Torga, Natália Correia, Eduardo Lourenço e João de Melo, de forma a sublinhar como o projecto federalista, promovido sobretudo pelos valores político-culturais do século XIX, que nele procuravam uma solução para a “decadência dos povos peninsulares”, se transforma consideravelmente ao longo do século XX, convergindo tanto na alegoria utópica/distópica da “jangada de pedra”, como na expressão “abreviada de uma estranheza” ibérica fundamental, nunca deixando de provocar interessantes polémicas.